Resenha Labirinto do Fauno

O labirinto do Fauno é com certeza o meu Livro favorito, ele nos traz referências extraordinárias de Alice no País das Maravilhas, Irmãos Grimm entre outros. Seu enredo consegue nos cativar trazendo a inocência e os sonhos  da garotinha Ofélia, que buscava amparo e refúgio nos livros de conto de fadas, em uma Espanha dominada pela brutalidade fascista.  

Era uma vez, uma princesa perdida havia muito, muito tempo. Uma floresta repleta de encantos e mistérios. E um Fauno, disposto a ajudá-la a voltar para casa

Logo no prólogo do livro, Guilherme Del Toro e Cornélia Funke nos apresentam a princesa Moanna, que vivia no subterrâneo, onde não havia dor e nem mentiras, porém que sonhava com o mundo humano, com o céu azul, com o sol e com o gosto da chuva. Impulsionada por este sonho, Moanna fugiu do Mundo Subterrâneo e assim que chegou ao mundo humano esqueceu sua identidade, adoeceu e morreu. Seu pai, o rei, nunca deixou de procurá-la pois sabia que seu espírito era eterno e que um dia sua filha retornaria ao mundo subterrâneo.

 

Ofélia é uma garotinha doce, filha de um comerciante e de Carmen Cardoso. Após o falecimento de seu pai, Carmen se casou com Vidal (Capitão das forças fascistas) e mudou-se para o campo para encontrar seu novo marido. 

Ao redor da nova casa de campo, Ofélia guiada por uma fada, encontra o labirinto que a leva para a trilha do mundo subterrâneo. Lá ela conhece o Fauno, uma criatura metade bode e metade humana que revela sua verdadeira identidade, Princesa Moanna.

Em nossas escolhas encontra-se o nosso destino

Labirinto do Fauno

Para retornar ao seu reino, Ofélia precisa cumprir 3 provas para mostrar que é digna. A primeira delas é salvar uma árvore ancestral de um sapo guloso, a segunda é conseguir a faca em posse do Homem Pálido e a terceira é derramar sangue inocente para abrir o portal. 

Ao passar por cada uma destas etapas é impossível não ligar os seres horripilantes que Ofélia precisa enfrentar ao seu padrasto Vidal, que por sua vez se mostra cada vez mais cruel e sádico com apenas 2 objetivos em mente, eliminar os rebeldes a todo custo e garantir sua sucessão.

O amor de Ofélia por contos de fadas e magia, possibilitou que ela descobrisse sua verdadeira identidade, agora ela tem que correr para cumprir as 3 provas até a lua cheia ao mesmo tempo que enfrenta os maus tratos constantes de Vidal, para conseguir retornar ao mundo subterrâneo.

As pétalas eram tão brancas quanto o avental que a mãe costurara pra ela e, no meio da flor, surgiu um sol dourado cheio de pólen e vida

Labirinto do Fauno

O livro nos traz também 10 contos que nos fazem mergulhar cada vez mais na história da princesa Moanna, contados no início de cada divisão do livro.

O Labirinto do fauno é uma mistura de tristeza, esperança e inocência. 

Ele é esplêndido e sua tristeza nos cativa em cada página, sendo  impossível não se emocionar com a Ofélia, que mesmo muito pequena conheceu a maldade de perto e descobriu que o ser mais perigoso e horripilante não era o Homem Pálido ou o Sapo Guloso (Ou qualquer outro monstro de contos de fadas) e sim o ser humano, ele é o verdadeiro vilão em toda a história.

E dizem que a princesa Moanna voltou para o reino de seu pai, onde reinou com justiça e bondade por muitos séculos. Ela foi amada pelo povo e deixou pequenos vestígios de seu legado na terra, os quais só saltam aos olhos dos observadores mais atentos

5/5
Distópico
Ray

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